quinta-feira, 10 de março de 2011

O caminho da Páscoa do Senhor

"O que mais nos afasta de Deus é o pecado."

A Quaresma, com início na Quarta-feira de Cinzas, é um tempo litúrgico muito importante para a nossa caminhada cristã. Ajuda as pessoas e as comunidades eclesiais a se prepararem dignamente para a celebração da Páscoa do Senhor.

O período quaresmal é tempo sobremaneira apropriado à conversão de vida e à renovação interior. Aliás, não há Quaresma sem conversão. Converter-se é separar-se do mal e voltar-se para o bem. É mudar radicalmente de vida e de critérios. A conversão radical insere-se no coração da vida. Exige gestos concretos de amor e de misericórdia, de partilha fraterna e de justiça. Podemos dizer que o cristão é um convertido em estado de conversão, pois a conversão dura enquanto perdurar nosso peregrinar neste mundo.

Converter-se é procurar viver todos os dias a “vida nova”, da qual Cristo nos revestiu, transformando-nos n'Ele, para fazer um só corpo com Ele e com os irmãos.
Há em nós atitudes que devem morrer. Converter-nos, a cada dia, exige morrer aos poucos, sepultar-nos com Cristo para ressuscitarmos com Ele.

O amor de Deus chama-nos à conversão, a renunciar a tudo o que d'Ele nos afasta. O que mais nos afasta de Deus é o pecado. Pecar é estar no lugar errado, longe da amizade e da graça de Deus.

A conversão quaresmal significa, portanto, crescer na prática das virtudes cristãs. Somos sempre catecúmenos em formação permanente, progredindo no conhecimento e no amor de Cristo.

Ao longo da Quaresma, somos convidados para contemplar o Mistério da Cruz, entrando em comunhão com os sofrimentos de Cristo, tornando-nos semelhantes a Ele na Sua Morte, para alcançarmos a Ressurreição dentre os mortos (cf. Fl 3, 10-11). Isso exige uma transformação profunda pela ação do Espírito Santo, orientando nossa vida segundo a vontade de Deus, libertando-nos de todo egoísmo, superando o instinto de dominação sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).

O período quaresmal é ainda tempo favorável para reconhecermos a nossa fragilidade, abeirando-nos do trono da graça, mediante uma purificadora confissão de nossos pecados (cf. Hb 4, 16). Na Igreja “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência” (Santo Ambrósio). Vale a pena derramar essas lágrimas com uma boa confissão sacramental.

Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino de Deus: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova” (Mc, 1, 15).

O itinerário quaresmal é um convite à prática de exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna e às obras de caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1438). É igualmente um tempo forte de escuta mais intensa da Palavra de Deus e de oração mais assídua.

Quanto mais fervorosa for a prática dos exercícios quaresmais, tanto maiores e mais abundantes serão os frutos que colheremos e hauriremos do mistério de nossa redenção.

Também a vivência da Campanha da Fraternidade ajuda a fazermos uma boa preparação para a Páscoa. A CNBB propõe para este ano o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).

Maria Santíssima, Mãe do Redentor, guie-nos neste itinerário quaresmal, caminho de conversão ao encontro pessoal com Cristo ressuscitado.

Com o coração voltado para Cristo, vencedor da morte e do pecado, vivamos intensamente o período santo e santificador da Quaresma.

Dom Nelson Westrupp, SCJ
Bispo Diocesano de Santo André (SP)

CNBB lança CF2011 e incentiva cuidado com meio ambiente


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu, oficialmente,  na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas, 9, a Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”, numa coletiva de imprensa, em sua sede, em Brasília. O secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, e o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, apresentaram aos jornalistas os objetivos da Campanha, destacando seus principais pontos.

Dom Dimas fez memória do histórico da Campanha da Fraternidade e afirmou que o tema da ecologia é uma preocupação antiga da CNBB, que tem marcado a história das Campanhas há três décadas. “A Campanha mais antiga em torno do meio ambiente aconteceu em 1979, com o lema ´Preserve o que é de todos´.

Há 32 anos já tínhamos essa preocupação com temas ecológicos. Muito tempo depois, em 2002, veio a Campanha que refletiu a Amazônia; pouco tempo depois, a Campanha de 2004 refletiu a questão da água, e, a Campanha de 2007, discutiu o tema ‘Fraternidade e os Povos Indígenas’ e a questão da terra”, lembrou Dom Dimas.

O secretário da CNBB disse que a Campanha deste ano apresenta uma reflexão bastante ampla, refletida em dois grandes temas preocupantes: ‘aquecimento global e mudanças climáticas’. “A partir desses pontos, a Igreja no Brasil vem mostrar que estamos preocupados em discutir temas relevantes para a sociedade viver melhor”.

Já o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, afirmou que um dos passos importantes da Campanha que começou ontem é mobilizar as pessoas em torno de políticas públicas por mudanças que favoreçam o desenvolvimento da temática proposta.

“Queremos mobilizar a sociedade para agir de forma positiva nos diversos níveis da sociedade civil e dos poderes constituídos para a aplicação de políticas que favoreçam um planeta melhor para todos viverem”, frisou o secretário da Campanha.

Padre Luiz fez uma síntese do texto-base da CF-2011. Destacou, entre outros pontos, o trabalho que é feito nas bases da Igreja para o desenvolvimento da Campanha. Ele criticou o atual sistema de produção e consumo que contribui “para a exclusão social”.

Propostas concretas

Dom Dimas enumerou algumas ações concretas que a Campanha sugere nos níveis pessoal, comunitário e de governo para a preservação do meio ambiente.

“O cidadão pode colaborar com pequenas ações e cultivar hábitos saudáveis como a utilização de fontes renováveis de energia, como é o caso da energia solar, coleta seletiva de lixo, a própria questão do respeito com relação à água”, advertiu.

O secretário disse ainda acreditar na mobilização coletiva para a mudança de comportamento e educação das pessoas para um modo de vida que favoreça a humanidade. Ele citou o caso da crise do apagão, ocorrida em 2001 e 2002 no Brasil, como exemplo de mobilização da sociedade que pode gerar conscientização e respeito para com o meio ambiente.

“Quando as pessoas se viram ameaçadas de ficarem sem energia, logo começaram a trocar lâmpadas, diminuir o número de eletrodomésticos e, assim, conseguimos reduzir o consumo de energia elétrica de uma maneira que antes era impensável”.

Código Florestal

Segundo Dom Dimas, a aprovação das mudanças no Código Florestal Brasileiro têm ocupado a pauta de preocupações da CNBB. Há um ano, o Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) emitiu uma nota em que enumera alguns itens preocupantes no texto que muda o Código.

“Tivemos, há pouco tempo, uma reunião com técnicos do Ministério do Meio Ambiente e pudemos observar o esforço que setores do Governo estão fazendo para dialogar com movimentos sociais representativos das comunidades mais vulneráveis como quilombolas, ribeirinhos, povos indígenas, barragens. Esses movimentos todos têm procurado o Governo e a CNBB no sentido de incentivar para que não sejamos tão apressados em aprovar o novo Código Florestal”, disse Dom Dimas.

Dom Dimas expressou, ainda, preocupações com o Pré-Sal e com a usina Belo Monte, que será construída no Xingu. Segundo disse, Altamira já sente o impacto da obra com a chegada em massa de novos moradores e que a cidade não tem infraestrutura para acolher a todos.

A CNBB presenteou os jornalistas com o Texto-Base da Campanha, que começa hoje e se estende por toda a Quaresma. A Coleta da Solidariedade, feita no Domingo de Ramos, 17 de abriu, foi lembrada por Dom Dimas como gesto concreto de solidariedade que está ao alcance de todos. O resultado da Coleta é usado para aprovar projetos sociais segundo o tema da Campanha.

Evangelho do Dia (Lucas 9,22-25)

Quinta-Feira, 10 de Março de 2011
Quinta-feira depois das Cinzas

— O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
22“O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.
23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará.
25Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Santo do Dia (10 de março)

 Quarenta mártires de Sebaste

 

No ano de 320 esses homens deram testemunho no martírio. Em 313 os imperadores Constantino e Licínio, assinaram o Edito de Milão, que dava liberdade às religiões, para a manifestação pública. Passado um tempo, Licínio começou a perseguir a Igreja de Cristo, prejudicando padres, bispos e famílias.

Nesse contexto, estavam quarenta homens, oficiais e soldados cristãos, que serviam ao Império. Licínio retomou uma lei onde para servir o Império era preciso sacrificar aos deuses. Muitos, inclusive estes quarenta homens, não aceitaram.

Deixaram por escrito suas despedidas, pediram orações aos bispos e diáconos, e que seus corpos fossem colocados todos juntos. Por não renunciarem a Jesus, foram colocados em um tanque gelado de um dia para o outro, para depois serem queimados.

Um deles buscou a pia de água temperada, separada para aqueles que quisessem apostatar, mas faleceu ali mesmo, com o choque térmico.

Os outros perseveraram por amor a Jesus.

Quarenta mártires de Sebaste, rogai por nós!

Catequese do Papa na Quarta-Feira de Cinzas

Boletim da Santa Sé (tradução Mirticeli Medeiros, equipe CN Notícias)

Queridos Irmãos e irmãs,


Hoje marcados pelo austero símbolo das cinzas, entramos no tempo da Quaresma iniciando um itinerário espiritual que nos prepara a celebrar dignamente os mistérios pascais. As cinzas bentas colocadas sobre a nossa cabeça é um sinal que nos recorda a nossa condição de criaturas, nos convida à penitência e a intensificar o compromisso de conversão para seguir sempre mais o Senhor.

A quaresma é um caminho, é acompanhar Jesus que sobe a Jerusalém, lugar do cumprimento do seu ministério de Paixão, morte e Ressurreição. Nos recorda que a vida cristã é uma via para percorrer, consistente não como uma lei a observar, mas na pessoa de Cristo, para encontrar, acolher e seguir. Jesus, de fato, nos diz: "Se alguém quer me seguir, renegue a si mesmo, pegue sua cruz de cada dia e me siga". Diz-nos, isto é, que para alcançar com Ele a luz e a alegria da ressurreição, a vitória da vida, do amor, do bem, também nós devemos pegar a cruz de cada dia, como nos exorta uma bela página da Imitação de Cristo: "Pegue, portanto a tua cruz e siga Jesus, assim entrarás na vida eterna. Ele próprio te precedeu, levando ele mesmo sua cruz. E é morto por você a fim que também você levasse a tua cruz e desejasse ser também você crucificado. De fato, se você morrer com Ele, com Ele também viverá. Se ele foi teu companheiro no sofrimento, ele será companheiro também na glória".

Na Santa Missa do primeiro domingo da Quaresma rezaremos: “Ó Deus nosso Pai, com a celebração desta quaresma, sinal sacramental da nossa conversão, concede aos teus fiéis de crescer no conhecimento do mistério de Cristo e de testemunhá-lo com uma conduta de vida digna”. É uma invocação que voltamos a Deus porque sabemos que somente Ele pode converter o nosso coração. E é, sobretudo na liturgia, na participação aos santos mistérios, que nós somos conduzidos a percorrer este caminho com o Senhor. É um colocar-se na escola de Jesus, percorrer de novo os eventos que nos trouxeram a salvação, mas não como uma simples comemoração, uma recordação dos fatos passados. Nas ações litúrgicas, Cristo se faz presente através a obra do Espírito Santo, aqueles acontecimentos salvíficos se tornam atuais. Existe uma palavra chave que frequentemente aparece na Liturgia para indicar isto: a palavra "hoje", e essa vem compreendida em sentido originário  e concreto, não metafórico. Hoje, Deus revela a sua lei e a nós foi dado escolher hoje entre o bem e o mal, entre a vida e a morte; hoje o reino de Deus é próximo. Convertei-vos e creiais no Evangelho; hoje Cristo é morto, subiu ao céu e sentou a direita do Pai, hoje nos foi dado o Espírito Santo, hoje é o tempo favorável.

Participar da liturgia significa, então, mergulhar a própria vida no mistério de Cristo, na sua permanente presença, percorrer um caminho no qual entramos na sua morte e ressurreição para ter a vida.

Nos domingos da Quaresma, em modo particular neste ano litúrgico do ciclo A, somos introduzidos a viver um itinerário batismal, quase percorrendo de novo o caminho dos catecúmenos, daqueles que se preparam a receber o batismo, para reavivar em nós este dom de modo que a nossa vida recupere as exigências e os compromissos deste sacramento, que é a base da vida cristã.

Na mensagem que enviei para esta quaresma, quis enfatizar o nexo particular que liga o tempo quaresmal ao Batismo. Desde sempre, a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do batismo, passo a passo: nisto se realiza aquele grande mistério, pelo qual o homem, morto ao pecado, se torna participante da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos. As leituras que escutaremos nos próximos domingos e as quais vos convido a prestar especial atenção, são da tradição antiga, que acompanhava o catecúmeno na descoberta do Batismo: são o grande anúncio disto que Deus opera neste sacramento, uma estupenda catequese batismal que se volta a cada um de nós.

O primeiro domingo, chamado "Domingo da tentação", porque apresenta as tentações de Jesus no deserto, nos convida a renovar a nossa decisão definitiva para Deus e a enfrentar com coragem a luta que nos espera para permanecermos fiéis. Sempre existe de novo esta necessidade de decisão, de resistir ao mal, de seguir Jesus. Neste domingo, a Igreja depois de ter escutado o testemunho dos padrinhos e dos catequistas, celebra a eleição daqueles que são admitidos ao sacramentos pascais. O segundo domingo é de Abraão e da Transfiguração. O batismo é o sacramento da fé e da filiação divina. Como Abraão, pai daqueles que creem, também nós somos convidados a partir, a sair da nossa terra, a deixar as seguranças que nos foram construídas, para recolocar a nossa confiança em Deus, a meta se vê na transfiguração de Cristo, o Filho amado, no qual também nós nos tornamos filhos de Deus. Nos domingos sucessivos, vem apresentado o batismo nas imagens da água, da luz e da vida. O terceiro domingo nos faz encontrar a samaritana. Como Israel no êxodo, também nós, no batismo, recebemos a água que salva; Jesus, como diz à samaritana, tem a água da vida, que extingue toda sede e esta água é o seu Espírito. A Igreja, neste domingo, celebra a primeira parte dos catecúmenos e, durante a semana, entregará a eles o símbolo: a profissão de fé, o Credo. O quarto domingo nos faz refletir sobre a experiência do cego de nascença. No batismo, somos liberados das trevas do mal e recebemos a luz de Cristo para vivermos como filhos da luz.

Também nós devemos aprender a ver a presença de Deus no rosto de Cristo e, assim, a luz. No caminho dos catecúmenos, se celebra a segunda parte. Enfim, o quinto domingo nos apresenta a ressurreição de Lázaro. No batismo, nós passamos da morte para a vida e nos tornamos capazes de agradar a Deus, de fazer morrer o homem velho para viver do Espírito do ressuscitado. Para os catecúmenos, se celebra a terceira parte e, durante a semana, é entregue a eles a oração do Senhor: O Pai nosso.

Este itinerário da quaresma que somos convidados a percorrer é caracterizado na tradição da Igreja, por algumas práticas: o jejum, a esmola e a oração. O jejum significa a abstinência do alimento, mas compreende outras formas de privação para uma vida mais sóbria. Tudo isso, entretanto, não é ainda a realidade plena do jejum: é o sinal externo de uma realidade interior, do nosso compromisso, com a ajuda de Deus, de abster-nos do mal e vivermos do Evangelho. Não jejua verdadeiramente quem não sabe nutrir-se da Palavra de Deus.

O jejum, na tradição cristã, é ligado mais estreitamente à esmola. São Leão Magno ensinava, em um dos seus discursos, sobre a quaresma: “Quanto cada cristão pode fazer em cada tempo, deve agora praticá-lo com maior solicitude e devoção, a fim que se cumpra a norma apostólica do jejum quaresmal consistente na abstinência não só dos alimentos, mas sobretudo dos pecados.

Nestes santos jejuns, nenhuma obra pode associar-se mais utilmente do que a esmola, a qual sob o nome único de "misericórdia" abraça muitas obras boas. Imenso é o campo das obras de misericórdia. Não só os ricos e pessoas de posses podem beneficiar os outros com a esmola, mas também aqueles de condição modesta e pobre. Assim, desiguais nos bens de fortuna, todos podem ser iguais nos sentimentos de piedade da alma. (Discurso 6 sobre a Quaresma, 2: PL 54, 286). São Gregório Magno recordava na sua regra pastoral, que o jejum torna-se santo pelas virtudes que o acompanham, sobretudo pela caridade, por cada gesto de generosidade, que doa aos pobres e aos necessitados o fruto da nossa privação. (cf. 19,10-11).

A quaresma, além disso, é um tempo privilegiado para a oração. Santo Agostinho diz que o jejum e a esmola são as duas asas da oração, que as permitem de pegar mais facilmente o seu impulso e de chegar até Deus. Ele afirma: “De tal modo a nossa oração, feita de humildade e caridade, no jejum e na esmola, na temperança e no perdão das ofensas, dando coisas boas e não restituindo as coisas ruins, nos afastando do mal e fazendo o bem, procura a paz e a alcança. Com as asas destas virtudes, a nossa oração voa segura e mais facilmente é conduzida ao céu, onde Cristo, nossa paz no precedeu”. (Sermão 206, 3 sobre a Quaresma: PL38,1042). 

A Igreja sabe que pela nossa fraqueza é difícil fazer silêncio para colocar-se diante de Deus e ter a consciência da nossa condição de criaturas que dependem dele e de pecadores necessitados do seu amor. Por isto, a Quaresma convida a uma oração mais fiel e intensa e a uma prolongada meditação sobre a palavra de Deus. São João Crisóstomo exorta: “Enche a tua casa de modéstia e humildade com a pratica da oração. Torne esplêndida a tua habitação com a luz da justiça, orna as suas paredes com as obras boas como de um revestimento de ouro puro. No lugar dos muros e das pedras preciosas, coloque fé e a sobrenatural magnanimidade, colocando sobre todas as coisas, no alto do mais alto, a oração em dignidade de todo o complexo. Assim, prepare para a o Senhor uma digna morada, o acolha em esplêndido reinado. Ele te concederá de transformar a sua alma em templo da sua presença” (Homilia 6 sobre a oração: PG 64,466).

Caros amigos, neste caminho quaresmal,, estejamos atentos a acolher o convite de Cristo a segui-lo de modo mais decidido e coerente, renovando a graça e os compromissos do nosso batismo, para abandonar o homem velho que está em nós e revestir-nos de Cristo, para chegar renovados a Páscoa e poder dizer com São Paulo: “Não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim” (Gal 2,20). Bom caminho quaresmal a todos vocês! Obrigado.

 

domingo, 30 de janeiro de 2011

I CERCO DE JERICÓ

Com graça de Deus, a Renovação Carismática Católica de Serra Branca, por meio dos seus dois grupos de oração, promoverão o I Cerco de Jericó, que acontecerá do dia 30 de janeiro a 6 de fevereiro, na Capela de Nossa Senhora Aparecida no barro do Pilão, onde o início será no domindo dia 30 às 19:30h.
Estaremos diante do Cordeiro de Deus, do Principe da Paz, para que as muralhas da nossa vida possam ser derrubadas. Em união a Santíssima Virgem Maria,combateremos e venceremos para ad majorem Deis gloriam .
Nossa intenção geral e rezarmos pela nossa Paróquia Nossa Senhora da Conceição, seus pastorais, serviços e movimentos, para que todos avancemos para aguas mais profundas!
O Cerco contará com a participação de todas as pastorais, serviços e movimentos da nossa  paróquia, bem como dos nossos grupos de oração irmãos : Resgate - Sumé, e Fé e Vida - São João do Cariri .

 Contamos com a presença de todos!!  

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Eleições Gerais - G.O. Filhos de Aparecida

Assembleia Eleitoral do Grupo de Oração Filhos de Aparecida

Bendito seja Deus pelos irmãos e irmãs eleitos para estarem conduzindo os trabalhos da Renovação Carismática Católica no Bairro do Pilão, bem como em outras localidades da Paróquia.
Neste último dia 23 de dezembro, estiveram reunidos em Assembleia Eleitoral, os servos e servas do Grupo de Oração Filhos de Aparecida, para juntos discerniorem a vontade do Senhor para àquele Grupo de Oração.
Após aproximadamente dois anos, desde a fundação, esteve a frente do grupo como coordenador geral Genício Neves, que estará ainda nesse serviço até o dia 23 de janeiro de 2011, quando do aniversário de fundação daquele Grupo, ocasião em que ocorrerá a posse dos novos coordenadores e vices de cada ministério.

Eleitos: 

Coodenação Geral: Vilma Almeida 
Vice: Erico Gustavo

Ministério de Intercessão
Coordenação. Josefa Barboza
     Vice: Luzinete

Ministério de Pregação
Coordenação.Kaio César
     Vice Fabiana Antonino

Ministério de Música 
Coordenação: Ana Paula

Ministério de Acolhida 
Coordenação: Fernanda Sousa
     Vice:Débora Thais

OBS.: Secretario e Tesoureiro serão escolhidos e anunciados posteriormente pela coordenação geral.
Que Deus abençoe e unja os eleitos para esse serviço! 
Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!